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Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na quinta-feira (2) mostra que 46% das empresas brasileiras pretendem rever ou alterar seus planos de investimento caso avance no Congresso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que muda a jornada de trabalho 6x1. O levantamento ouviu empresas de diferentes portes e setores para dimensionar os possíveis efeitos econômicos e operacionais da proposta.
Pelos dados da CNI, 54% das empresas manteriam os planos atuais, enquanto 46% precisariam reavaliar estratégias de expansão, contratações e novos aportes em tecnologia e infraestrutura. Os impactos tendem a ser sentidos com mais força entre as pequenas empresas, consideradas mais sensíveis ao aumento de custos operacionais.
A maior preocupação está no impacto financeiro da mudança. Segundo a pesquisa, 97% das indústrias seriam afetadas por uma eventual redução da jornada semanal. Entre os empresários consultados, 73% se posicionaram contra a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial, e 57% rejeitam especificamente o fim da escala 6x1.
O levantamento aponta ainda que 85% das empresas esperam aumento dos custos com empregados, 82% projetam alta nos custos com fornecedores, 70% enxergam risco de perda de competitividade e 68% estimam queda no volume de produção.
Um dos principais desafios citados é a redução da carga horária sem diminuição proporcional dos salários, cenário que, na avaliação dos empresários, pode pressionar a produtividade e elevar custos com folha de pagamento, horas extras e contratações adicionais.
Para a CNI, o aumento dos custos trabalhistas pode gerar efeitos em cadeia em diversos setores da economia. Entre as alternativas consideradas pelas empresas para absorver os impactos estão o repasse de custos aos consumidores, a aceleração da automação de processos, a revisão de reajustes salariais e mudanças nos modelos de contratação.
Na visão da entidade, uma redução de jornada sem transição gradual ou sem ganhos equivalentes de produtividade pode pressionar preços e reduzir a competitividade da economia brasileira.
A discussão sobre o fim da escala 6x1 ganhou força nos últimos meses e está entre os temas de maior repercussão no mercado de trabalho em 2026. A proposta busca reduzir a jornada semanal e alterar a dinâmica de setores que tradicionalmente operam com escalas mais extensas, como comércio, indústria, serviços e varejo.
Enquanto as entidades empresariais defendem cautela e uma transição estruturada, os setores sindicais argumentam que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e gerar ganhos de produtividade no longo prazo.
Para empresas, departamentos de Recursos Humanos e escritórios contábeis, o avanço da PEC exige monitoramento constante, já que eventuais mudanças afetam diretamente custos trabalhistas, escalas operacionais e o planejamento financeiro dos próximos anos.
Fonte: Com informações de Contábeis
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